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Suspeita de ajuste de contas na destruição de 'Jaguar'por ALFREDO TEIXEIRA
Hoje
PJ investiga incêndio ateado ao carro de Sónia Araújo, apresentadora da RTP 1.
A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar as estranhas circunstâncias em que um automóvel, utilizado por um empresário do Porto, marido da apresentadora da RTP, Sónia Araújo, que é a proprietária, foi incendiado acabando por explodir em pleno centro da cidade de Gaia. O veículo, de marca Jaguar, no valor de 143 mil euros, registado em nome da empresa unipessoal da apresentadora, já foi peritado pelos inspectores da Secção de Prevenção de Incêndios da PJ e o Vítor Martins ouvido pelas autoridades que não afastam a hipótese de ter-se tratado de um ajuste de contas.
O empresário que vive com a apresentadora e os três filhos na Madalena, em Gaia, saiu de casa anteontem à noite para ver o jogo de futebol entre o FC Porto e o Sporting, no Estádio do Dragão. Deixou o Jaguar na praceta em frente à Câmara de Gaia, que serve de estacionamento aos moradores de uma urbanização, e seguiu à boleia de um seu sócio até ao estádio.
Testemunhas afirmam que de um Audi A3, cinzento escuro, alguémsaiu em direcção ao Jaguar de Vítor Martins que se incendiou de seguida e explodiu para alarme de todos os moradores do local. A viatura onde seguiam os autores deste atentado fugiu depois a toda a velocidade e por pouco uma mulher que atravessava o local não foi atropelada. A PSP diz que há suspeitas de se tratar de fogo posto e quando os agentes chegaram ao local encontraram vários residentes da urbanização a tentar apagar o fogo através do uso de extintores. Pouco depois chegaram os Sapadores Bombeiros de Gaia que extinguiram as chamas em dez minutos.
O Jaguar verde de Vítor Martins ficou completamente destruído tendo o sinistro causado danos variados em outras cinco viaturas na altura ali estacionadas. Pouco depois compareceram no local os inspectores da PJ. Ao que o DN apurou, o carro não tinha indícios d ter sido usado qualquer engenho explosivo. O móbil é para já desconhecido, diz a PJ. Vítor Martins não tem antecedentes nem está referenciado.
Antes da chegada da PJ, Vítor Martins tinha estado na Rua Engenheiro Adelino Amaro da Costa, mas abandonaria o local rapidamente ao aperceber-se da chegada dos jornalistas. A acompanhar as operações das autoridades ficou apenas uma amiga do casal. Suspeita-se, no entanto, que Vítor Martins, que não chegou a ver o jogo de futebol até ao fim, tenha sido avisado do ocorrido pelos próprios autores do crime. O empresário nada confirma e ontem de manhã, depois dos relatos avançados pela comunicação social, apressou-se, através de uma gência de comunicação, a esclarecer que o que aconteceu foram "actos de vandalismo em diversas viaturas automóveis na cidade de Gaia, onde se inclui a habitualmente conduzida pelo signatário".
Vítor Martins também não gostou de ser apelidado de empresário da noite e de aparecer associado a negócios que foram explorados por Aurélio Palha, empresário abatido à porta da discoteca Chic, no Verão de 2007. Vítor Martins diz que desde 2000 que "não detém de forma directa ou indirecta qualquer actividade comercial ligada à diversão nocturna, encontrando-se ligado à área da restauração".
O empresário ao longo dos anos tem sido notícia na imprensa cor de rosa sempre associado à mulher e a rumores de problemas financeiros que o casal acaba por nunca confirmar . Vítor foi sócio-gerente da discoteca Chic, mais tarde adquirida por Aurélio Palha.
Após a morte daquele empresário, a própria apresentadora reconheceu estar preocupada com a violência na noite do Porto. O casal foi notícia quando se falou de um alegado divórcio como uma forma de proteger os negócios.
In DN
